Eu não sei explicar o que sinto… eu apenas sinto.
Sinto borboletas no estômago toda vez que te vejo, como se alguma coisa dentro de mim perdesse o controle por alguns segundos. Eu não queria admitir isso, mas você tem me inspirado a escrever mais. E sou grato por você ter aparecido na minha vida.
Lembro quando te perguntei se você estaria disposto a ler o que eu realmente vejo em você… ou o que penso sobre você. Porque existe um mundo inteiro aqui dentro tentando escapar pelas palavras.
Por mais que eu saiba escrever sentimentos, ainda existe medo em mim. Medo de me expor. Medo de entregar partes minhas que quase ninguém viu.
Hoje, sentir o cheiro da sua roupa foi uma das melhores sensações que eu poderia ter vivido. Seu cheiro ficou preso na minha memória, desses que o tempo insiste em levar, mas nunca consegue apagar. Desde então, parece que ainda carrego um pedaço seu comigo.
Queria conseguir dizer mais sobre você, mas as palavras parecem pequenas diante do que eu sinto. E talvez essa seja a primeira vez em que a escrita não consegue alcançar o tamanho do meu coração.
Mas as palavras que conseguirem te descrever… eu prometo que não vou poupar nenhuma delas.
E eu me lembro da nossa conversa…
Você me perguntou se eu tinha disposição pra atirar.
Naquele momento, eu já estava atirando fazia tempo — mas não esse tipo de bala que mata. Eram sentimentos. Eram verdades. Era eu tentando alcançar você sem mirar no corpo, mas direto na alma.
Talvez o meu maior medo… seja também a minha maior coragem.
Porque, no fim, amar alguém talvez seja isso: aceitar o risco de ser atravessado pelas próprias palavras antes mesmo de saber se elas encontrarão abrigo no coração de quem as lê.
Arthur Salazar